7 benefícios de cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida em viagens de avião

Em linhas gerais, a Infraero realiza adaptações na estrutura de terminais para torná-los acessíveis conforme a legislação vigente. As exigências da reguladora incluem áreas comuns dos aeroportos, como banheiros, restaurantes e até veículos para transporte  totalmente acessíveis.

Para esclarecer algumas dúvidas, criamos esse artigo com os principais benefícios concedidos aos cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida em viagens de avião.

Benefícios

1- É gratuita e abrangente

Todos os benefícios destinados aos portadores de deficiência ou que apresentem mobilidade reduzida devem obedecer às condições da norma NBR – 14273: Acessibilidade à Pessoa Portadora de Deficiência no Transporte Aéreo Comercial. As regras atendem condições físicas e mentais, incluindo Síndrome de Down.

2- Assistência no embarque e desembarque

As companhias aéreas oferecem cuidados no embarque e desembarque com facilidades adequadas ao grau de necessidade do passageiro. Elas iniciam pelo deslocamento do balcão de check-in, controles de fronteira e de segurança, até a aeronave. É assegurado o direito de assistência na acomodação no assento e o deslocamento dentro da aeronave, como condução às instalações sanitárias.

3- Assistência no armazenamento da bagagem

Portadores de deficiência e de mobilidade têm assistência na acomodação da bagagem de mão na aeronave; recolhimento da mesma quando esta é despachada, bem como seu acompanhamento nos controles de fronteira.

4- Assistência no portão de saída

Em casos de transferência ou conexão entre voos, o deslocamento é feito pela área de restituição de bagagem, até a saída da área de desembarque e acesso à área pública.

5- Utilização de uma cadeira de rodas

É assegurado o transporte de cadeira de rodas, desde que identificada, com etiquetas no despacho das bagagens. Os funcionários devem prestar auxílio, conforme as orientações do cadeirante quanto ao armazenamento. Vale ressaltar que cadeiras de rodas motorizadas somente podem embarcar quando equipadas com baterias de gel.

6- Cão-guia

As companhias aéreas devem prestar assistência aos usuários de cão-guia.

7- Apresentação individual de procedimentos de emergência

Comissários de bordo devem realizar a demonstração individual dos procedimentos de emergência, se assim for solicitado.

Viajando sozinho

Se a pessoa estiver viajando sozinha, deve ser capaz de realizar atividades como:

  •          Usar o banheiro sem auxílio;
  •          Se alimentar sozinha;
  •          Aplicar a medicação, se necessário, sozinha;
  •          Usar a máscara de oxigênio de forma independente.

Caso ela não se enquadre em um dos pontos acima, terá de ser acompanhado por outrem que seja capaz. O acompanhante precisa ter mais de 16 anos e estar fisicamente apto. Em alguns casos, faz-se necessária a companhia de um profissional, como um médico ou enfermeiro.

Atenção a alguns detalhes

As empresas podem limitar o número de pessoas deficientes a bordo, e geralmente não passa de cinco por viagem, incluindo os acompanhantes. Daí a importância de avisar com antecedência, fornecendo as informações detalhadas sobre as necessidades como suprimento de oxigênio, medicamentos transportados que exijam condições especiais, entre outras.

Por razões de segurança, alguns acentos não podem ser ocupados por passageiros com deficiência, a exemplo dos localizados nas saídas de emergência. É importante, também, consultar a opinião do médico sobre a possibilidade da viagem para que não haja nenhum problema durante o voo.

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